
1) Quais são as suas aprovações (cargos e colocação)?
17º lugar no concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, 24º lugar no concurso para Agente de Tributos Estaduais - Administração Tributária da SEFAZ/BA. Também consegui boas posições mas fora das vagas imediatas no concurso de Auditor Técnico de Tributos da SEFAZ/SE (51º) e Auditor Fiscal do Município de Jequié/BA (4º). Ter sido o 1º primeiro lugar na prova Objetiva do concurso de AFRFB também foi um grande motivo de orgulho.
2) Qual sua formação e por que decidiu estudar para concursos? Fique à vontade para nos falar de sua história.
Sou Engenheiro Civil pela Universidade Federal de São Carlos e me formei em Fevereiro de 2020, pouco antes da pandemia. Com a pandemia e as poucas opções no mercado de trabalho, fui incentivado pela minha noiva que estuda para carreiras jurídicas a estudar para concurso poucos meses depois. Aproveitei o apoio dos meus pais e meu baixo custo de vida devido ao isolamento social para estudar em tempo integral.
3) Há quanto tempo estuda para concursos? Quantas horas por dia você estudava?
Desde o início foquei na área fiscal, principalmente nos fiscos estaduais. Tive o ponto positivo de ser bem organizado desde o primeiro dia de estudo, então pude observar minha evolução ao longo do tempo. Tratava o estudo como um trabalho e acompanhava o tempo num software de controle que utilizava no escritório de engenharia que estagiei. Estudei um total de 2531 horas líquidas ao longo de 28 meses. Minha meta era de 25-30h semanais em pré-edital e 30h-40h em pós-edital.
Considerando a irregularidade dos primeiros meses, acho mais proveitoso considerar a carga horária média dos 80% melhores meses: aproximadamente 27 horas de estudo por semana. A variação nesse período é natural, em função dos editais, acontecimentos familiares e pessoais. Por exemplo, da publicação do Edital da Receita Federal até a data da prova foram 548 horas de estudo, uma média de 37 horas líquidas por semana.
4) Qual a importância da resolução de questões na sua preparação? Como o Tec te ajudou nessa tarefa?
Fiz questões desde o primeiro dia de estudo, sempre foi meu estilo de estudo favorito desde a época do vestibular. Conheci o Tec depois de 1 ano de estudo, graças aos Guias do Andrety Bruno. Acredito que mais de 90% das 25.000 questões que fiz no site foram selecionadas por ele, e essa seleção junto com o sistema de estatísticas do TEC permitiu que eu visualizasse de forma muito mais clara minhas deficiências. Participar do fórum também esclarecia minhas dúvidas e às vezes compartilhava meu entendimento das questões com os colegas.
Fazia parte da minha rotina na fase mais madura dos estudos tomar café resolvendo 15-20 questões logo no início da manhã. Intercalava o estudo da teoria com questões, buscando manter uma média de 400 a 800 questões por semana, sempre com um caderno de erros no Google Docs aberto ao lado. Mantinha esquemas, resumos e observações das questões que errava, e ia limpando esse material conforme o conteúdo ia ficando mais claro na compreensão e na memória.
Todo esse treino, constantemente registrado e acompanhado, fez com que meu rendimento na 1ª fase do concurso da Receita Federal fosse incrivelmente próximo do meu rendimento no TEC no período de pós edital: Fiz 111 pontos, totalizando 79% da prova objetiva. No período de pós-edital da RFB eu resolvi 6.500 questões no Tec, com 80,5% de rendimento. Com isso, consegui o 1º lugar na fase objetiva no concurso para Auditor, e com um rendimento razoável na discursiva me mantive na ótima 17º posição.
5) Recado aos demais concurseiros e considerações finais.
Exercer o autoconhecimento diariamente é o maior desafio e a maior ferramenta de melhora do concurseiro. Comece por ciclos de 5-6 matérias de acordo com sua área, mas não se furte de sempre analisar se aquele é o melhor caminho de acordo com a sua realidade e trajetória. Por exemplo, minha formação em engenharia e bons rendimentos em Exatas permitiam que eu reduzisse essa carga horária no início dos estudos e investisse nos Direitos. Além disso, escolhi ter um tempo de estudo em Português bem reduzido e basicamente em pós edital, já que percebia um aumento marginal muito pequeno após os 60-70% de rendimento nas questões.
No final de cada semana, olhe para o que foi feito e pense no que funcionou, o que não funcionou e qual será o cronograma da próxima semana. Eu registrava esses momentos de análise e retrospecção como estudo, e não me arrependo de ter investido cerca de 5% do meu tempo nesse planejamento. Ao errar questões, busque entender bem o motivo: faltou conteúdo ou a redação da questão estava confusa? Foi induzido ao erro ou faltou atenção? Registre as causas desses erros sempre pensando em como não errar isso novamente. Não erre e aceite o erro.
Por fim, acredite. Não há desafio que resista a um planejamento bem feito, um estudo dedicado e uma análise sincera de tempos em tempos.