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Rodrigo Azevedo, 129º - Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil (RF)

Já conhece a história de sucesso de Rodrigo Azevedo? Veja mais depoimentos de alunos do TEC!

Não sabendo que era impossível, fui lá e passei. Adaptação Jean Cocteau


A minha história no mundo do concurso é um pouco longa e diferente da maioria, pois mesmo já tendo aposentado a caneta, resolvi recomeçar a estudar literalmente do ZERO, 7 anos depois.


Porém, antes de entrar nos detalhes da jornada, não posso deixar de agradecer aos meus pais por toda abdicação de sus vidas para me dar tudo que sempre precisei para estudar, à minha esposa por toda compreensão e ajuda nos anos de dedicação ao estudo e aos meus amigos por se manterem próximos, mesmo eu não tendo tanto tempo.


Até chegar na aprovação final em 2023, muita coisa aconteceu e minha história no mundo dos concursos começou bem antes, lá em 2010, quando ouvi os conselhos de meu pai, meu maior incentivador no mundo dos concursos, e pode ser dividida em 3 etapas e em 3 virtudes que todo concurseiro tem ou deveria ter.


Etapa 1: Concursos de nível médio - Bancos

Em 2010, resolvi fazer concursos de bancos e com pouco mais des 1 mês de estudo, fiz os concursos do Banco do Nordeste e Banco do Brasil. O resultado, obviamente, não foi dos melhores. Apesar de ter ficado no cadastro, nunca fui chamado. Após 2 resultados negativos, a Caixa Econômica Federal (CEF) era a última esperança e consegui obter um ótimo resultado: 44º lugar, entre 14.700 inscritos. Fui chamado em 3 meses e tive a minha primeira carteira assinada aos 21 anos, ainda na faculdade.


Nessa parte da história, destaca-se uma virtude que todo concurseiro tem que ter: Resiliência. Antes de todas as aprovações que assumi o cargo, tive uma derrota que me fez acordar para o próximo concurso e ter mais vontade e gana para passar no seguinte e por sorte do destino, todas aprovações foram em empresas ou órgãos melhores que os das reprovações.


Etapa 2: Concursos para a Petrobras
A Caixa era o concurso perfeito para eu pagar minhas contas e ter independência e tranquilidade para me formar e manter meus estudos sem muita pressão para atingir meu objetivo “final” no mundo dos concursos: Passar na Petrobras. Nesse exemplo, temos outra virtude importante para todo concurseiro: Não acomodar até conquistar o seu objetivo.


Seis meses antes de ser aprovado na Petrobras, fui reprovado em um dos concursos que mais queria na época: BR Distribuidora. Foi exatamente o que precisava para acordar e quando saiu o edital para a Petrobras, dediquei-me ao máximo e consegui mudar não só a minha vida, como também a da minha família. Após muitas abdicações, inclusive ao tirar férias antes do concurso, fui aprovado em 2012. Àquela época tinha aposentado a caneta dos concursos. Meu objetivo profissional tinha sido atingido. Só que a vida não é sempre como a gente quer...


Etapa 3: Concursos para área Fiscal
A mudança de objetivos e a "desaposentação" da caneta dos concursos foi meio dolorosa e totalmente inesperada. Eu trabalhava na empresa que queria, na cidade que queria e fazia o que gostava, até que em nov/19 tudo mudou quando recebi a notícia que teria que ser transferido.


Lembro-me como hoje que me senti em um túnel sem saída, até o dia que conversei com um amigo, Marcelo Conde, que abriu meus olhos e disse: "Por que você não estuda para concurso? Parecia ser impossível, para mim, recomeçar a estudar para o concurso depois de 7 anos parado e o pior, teria que estudar todas àquelas matérias de direito que não gostava e não sabia nada. Porém, para uma pessoa que se via em um túnel sem saída, era a luz que eu precisava encontrar.


No dia seguinte, liguei para a pessoa, das que conhecia, que mais tinha sido aprovada em concursos e que por sorte era meu primo: André Rêgo. De forma resumida, ele me orientou em 3 pontos: “Contrate uma consultoria, assine um site para estudar o material em pdf e contrate o Tec Concursos para fazer muitas questões”. Confiei no conselho dele e posso dizer, com toda certeza, que essa “trinca” foi fundamental para minha aprovação.
 

Até à aprovação final, foram 3 reprovações, 1 concurso em cadastro de reserva e uma aprovação em 1º lugar, que me ajudaram muito a atingir o meu objetivo.


O primeiro concurso que fiz foi o ISS Aracaju. Apesar de ter estudado muito e inclusive ter tirado férias no trabalho para me preparar, não obtive o resultado desejado e acabei sendo eliminado.


Depois, fiz uma ótima prova no concurso do ISS Campina Grande e após ficar em 1º lugar no site Olho na Vaga, algumas alterações de gabarito acabaram me colocando no cadastro de reserva, na 34ª colocação. Considerei uma derrota pela expectativa que tinha criado. Em seguida, fiz o concurso para o ICMS Sergipe. Era uma boa opção para mim, mas não consegui focar de forma adequada e novamente fui eliminado.


Posteriormente, fiz o concurso de agente de tributos na Sefaz Bahia e finalmente tive a prova discursiva corrigida, ao ficar entre os 100 primeiros colocados. A alegria de ficar entre os 100 e ter prova discursiva corrigida logo foi trocada pela tristeza de não ter atingido a pontuação mínima de 50% na questão aberta.


Enquanto ainda aguardava o concurso ideal na área fiscal, surgiu o concurso para Administrador (minha área) da Embasa. Fiz a prova sem muita pretensão e para a minha surpresa, fiquei 1 º lugar. Após tantas reprovações, a 1ª colocação serviu para me mostrar que eu estava no caminho certo e era questão de tempo para alcançar o meu objetivo.


Logo depois, saiu a autorização do concurso da RFB saiu e foram mais de 6 meses de estudos. Próximo à prova, tirei 2 semanas de férias antes e eu literalmente só pensava no concurso. Eu acordava e estudava em um ritmo frenético de 10 a 13 horas líquidas por dia na reta final! Era o sprint final que eu precisava. Nos últimos dias, tinha estudado tanto que comecei a ficar doente e para completar, na noite antes da prova, estava tão ansioso, que tive até insônia! Fui para a prova com a sensação que feito tudo que estava ao meu alcance e o resultado não poderia ter sido diferente: Aprovado e dentro das vagas!


Eu sempre gosto de falar que quem planta colhe e o impossível aconteceu: a "plantação" de mais de 3 anos de estudo, mais de 37.000 questões e mais de 2.650 horas líquidas estudadas "colheu" a aprovação para Auditor Fiscal da RFB. Valeu a pena!


Para finalizar meu depoimento, encerro com a terceira virtude necessária para todo concurseiro: Não adianta ficar reclamando. Você e apenas você é responsável pela sua vida. Lute até o fim.


Não sabendo que é impossível, fui lá e passei! Você também consegue!